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Nascem
num prado ou riba sossegada,
Sob
um céu puro e luz serena e vasta;
Têm
fragrância subtil, mas nunca exausta,
Falam
d'Amor e Bem à alma enlevada...
Mas
as flores nascidas sobre o asfalto
Dessas
ruas, no pó e entre o bulício,
Sem
ar, sem luz, sem um sorrir do alto,
Que
têm elas, que assim nos endoidecem ?
Têm
o que mais as almas apetecem...
Têm
o aroma irritante e acre do Vício !
Antero de Quental