\n'; document.write(barra); } } changePage();
Prende
nas tuas mãos cansadas
de
tanta solidão, de tanto frio,
enche-lhes
o amaríssimo vazio
do
arrôjo de carícias realizadas.
Dá-lhes
a cor lustral das madrugadas
dos
dias quentes bárbaros de estio;
despe-as
com devoção do tom sombrio
de
tantas, tantas noites consumadas!
Em
seguida, num místico lampejo
mas
no calor ascensional das brasas,
beija
os meus dedos trêmulos e vãos,
que
depois do milagre do teu beijo,
eu
ficarei amor, com duas asas
onde
Deus colocará duas mãos.
Maria Helena