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Depois,verás!
O vento há de cantar
estranhas
melodias ignoradas
e
a tona, verde líquida do mar,
há-de
encher-se de rosas encarnadas.
O
sol será mais sol, mais tutelar
e
aquecer terras frias, mãos geladas,
e
os vôos hão-de erguer-se pelo ar
no
encantamento de asas libertadas.
Depois
verás! Nem cruzes nem espinhos!
E
há-de haver água em todos os caminhos
e
em cada sombra o riso de um lamejo.
Há-de
crescer o bem, secar o mal,
quando
eu florir teus lábios de mortal
com
a imortalidade do meu beijo.
Maria Helena