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Hesito
no caminho.
Ninguém
segue este rumo...
É
noutra direcção
Que
o vento leva o fumo
Das
paixões...
Chegar,
sei que não chego,
De
nenhuma maneira;
Mas
queria ao menos ir no lírico sossego
De
quem não se enganou na estrada verdadeira.
E
não vou.
Cada
vez mais sozinho
Na
solidão,
Duvido
da certeza dos meus passos.
Vejo
a sede ancestral da multidão
Voltar
costas às fontes que pressinto,
E
fico na mortal indecisão
De
afirmar ou negar o cego instinto
Que
me serve de guia e de bordão.
Miguel Torga