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Entre
os filhos dum século maldito
Tomei
também lugar na ímpia mesa,
Onde,
sob o folgar, geme a tristeza
Duma
ânsia impotente do infinito.
Como
os outros, cuspi no altar avito
Um
rir feito de fel e de impureza...
Mas,
um dia, abalou-se-me a firmeza,
Deu-me
rebate o coração contrito!
Erma,
cheia de tédio e de quebranto,
Rompendo
os diques ao represo pranto,
Virou-se
para Deus minha alma triste!
Amortalhei
na fé o pensamento,
E
achei a paz na inércia e esquecimento...
Só
me falta saber se Deus existe!
Antero de Quental