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Acreditei
na vida, e foi assim
que cheia
de alegria e de esperança
deixei alimentar
dentro de mim
um amor
puro e ledo, de criança.
Pensei ter
alcançado então, o fim
por mim
tão desejado, e sem tardança
senti-me
venturosa, escrava enfim,
julgando
meu o que ninguém alcança.
Mas ai! Tu
só mentiste, e foi em vão
que tentei
afogar no coração
o pranto
desta mágoa que delira...
O teu amor
que tanto ambicionei
e a que
tão loucamente me entreguei
não
passava, afinal, duma mentira!...
Helena Verdugo Afonso