Helena Verdugo Afonso Mentira
Mentira

Acreditei na vida, e foi assim
que cheia de alegria e de esperança
deixei alimentar dentro de mim
um amor puro e ledo, de criança.
 

Pensei ter alcançado então, o fim
por mim tão desejado,  e sem tardança
senti-me venturosa, escrava enfim,
julgando meu o que ninguém alcança.

Mas ai! Tu só mentiste, e foi em vão
que tentei afogar no coração
o pranto desta  mágoa que delira...

O teu amor que tanto ambicionei
e a que tão loucamente me entreguei
não passava, afinal, duma mentira!...

Helena Verdugo Afonso

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