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Razão,
Irmã do amor e da Justiça,
Mais
uma vez escuta a minha prece.
É
a voz de um coração que te apetece,
Duma
alma livre, só a ti submissa.
Por
ti é que a poeira movediça
De
astros e sois e mundos permanece;
E
é por ti que a virtude prevalece,
E
a flor do heroísmo medra e viça.
Por
ti, na arena trágica, as nações
Buscam
a liberdade entre clarões;
E
os que olham o futuro e cismam, mudos,
Por
ti, podem sofrer e não se abatem,
Mãe
de filhos robustos, que combatem
Tendo
o teu nome escrito em seus escudos!
Antero
de Quental
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