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Longe
de ti são ermos os caminhos,
Longe
de ti não há luar nem rosas;
Longe
de ti há noites silenciosas,
Há
dias sem calor, beirais sem minhos !
Meus
olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos
pelas noites invernosas...
Abertos,
sonham mãos cariciosas,
Tuas
mãos doces plenas de carinhos !
Os
dias são Outonos: choram... choram...
Há
crisântemos roxos que descoram...
Há
murmúrios dolentes de segredos...
Invoco
o nosso sonho ! Estendo os braços!
E
ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo
leve que foge entre os meus dedos !...