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Ah!
Sem piedade, a rir, tanto desdém
A
flor da minha boca desdenhou!
Solitário
convento onde ninguém
A
silenciosa cela procurou!
E
eu quero bem a tudo, a toda a gente...
Ando
a amar assim, perdidamente,
A
acalentar o mundo nos meus braços!
E
tem passado, em vão, a mocidade
Sem
que no meu caminho uma saudade
Abra
em flores a sombra dos meus passos!
Florbela Espanca