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O seu riso
gentil que ainda me arrasta,
como quem
vai seguindo no deserto
os raios
dum clarão que julgar perto,
mas que
a segui-lo toda a vida gasta;
Sua voz,
seu olhar, sua alma casta,
todo esse
altivo e festival concerto
- brancas
formas de luz que ao seio aperto
sonhadoramente,
numa dor nefasta...
Esse porte
de brilho e majestade,
e o seu
modo sincero, doce e honesto,
tudo a sombra
da Mágoa, sem piedade,
velou, tocando-a
com seu ar funesto!
Nunca eu
sonhasse, ó íntima saudade,
seu riso,
voz, olhar e alma e gesto!...
Antonio Fogaça