Contra
senso
Oh! meu amor,escuta,
estou aqui,
pois o teu
coração bem me conhece,
eu sou aquela
voz que, em tanta prece
endoideceu,
chorou, gemeu por ti!
Sou eu, sou
eu que ainda não morri.
Nem a morte
me quer, ao que parece,
e vinha
renovar se ainda pudesse
as horas
dolorosas que vivi.
Oh! que insensato
e louco é quem se ilude!
Quiz fugir,
esquecer-te, mas não pude...
Vê
lá do que teus olhos são capazes!
Deitando
a vista pelo mundo além
desisto
de encontrar na vida um bem
que valha
o mal que tu me fazes!
Marta de
Mesquita da Câmara