\n'; document.write(barra); } } changePage();
Cidade,
rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó
vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber
que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas
sem nome e planícies mais vastas
Que
o mais vasto desejo,
E
eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os
muros e as paredes e não vejo
Nem
o crescer do mar nem o mudar das luas.
Saber
que tomas em ti a minha vida
E
que arrastas pelas sombra das paredes
A
minha alma que fora prometida
Às
ondas brancas e às florestas verdes.
Sophia de Mello Breyner Andresen