\n'; document.write(barra); } } changePage();
Tenha
o poeta apenas altos cantos.
Erga
a voz singular
E
não mostre os seus prantos
Nem
o cilício que o faz cantar.
Na
melodia seja como um lar:
Moradia
de tantos.
Tal
o sol a brilhar
Depois
de calcinar os seus recantos.
Na
beleza da flor não cheira o lodo
Da
condição terrena da raiz;
Cheira
o perfume todo
Doutras
graças da vida,
Onde
a seiva não quis
Mostrar-se
tão divina e tão garrida.
Miguel Torga
Home