\n'; document.write(barra); } } changePage();
Ariane
é um navio.
Tem
mastros, velas e bandeira à proa,
E
chegou num dia branco, frio,
A
este rio Tejo de Lisboa.
Carregado
de Sonho, fundeou
Dentro
da claridade destas grades...
Cisne
de todos, que se foi, voltou
Só
para os olhos de quem tem saudades...
Foram
duas fragatas ver quem era
Um
tal milagre assim: era um navio
Que
se balança ali à minha espera
Entre
as gaivotas que se dão no rio.
Mas
eu é que não pude ainda por meus passos
Sair
desta prisão em corpo inteiro,
E
levantar âncora, e cair nos braços
De
Ariane, o veleiro.
Miguel Torga