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Antero de Quental Antero Tarquínio de Quental nasceu em Ponta Delgada, Açores em 1842.
Frequentou a Universidade de Coimbra, tendo passado depois algum tempo em Paris. Viajou pelos Estados Unidos e Canadá, fixando-se em Lisboa.
Pertenceu à à chamada Geração de Setenta, grupo que pretendia renovar
a mentalidade portuguesa, e participou nas Conferências do Casino.
Foi amigo, entre outros, de Eça de Queirós e Oliveira Martins.
Atacado por uma doença do foro psiquiátrico, regressa aos Açores onde se suicida. As suas obras vão da poesia à reflexão filosófica: Raios de Extinta Luz, Odes Modernas, Primaveras Românticas, Sonetos, Prosas e Cartas. Está ligado à poesia realista e simbolista com as Odes Modernas, 1865, que se integram no programa de modernização da sociedade portuguesa desenvolvido pela Geração de 70, à qual pertence.
Nos Sonetos Completos, 1886, cruza o simbolismo de timbre ainda romântico com a poesia de ideias e com a reflexão filosófica. Morreu no dia 11 de Setembro de 1891.