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Morte,
minha Senhora Dona Morte,
Tão
bom que deve ser o teu abraço!
Lânguido
e doce como um doce laço
E,
como uma raiz, sereno e forte.
Não
há mal que não sare ou não conforte
Tua
mão que nos guia passo a passo,
Em
ti, dentro de ti, no teu regaço
Não
há triste destino nem má sorte.
Dona
Morte, dos dedos de veludo,
Fecha-me
os olhos que já viram tudo!
Prende-me
às asas que voaram tanto!
Vim
da Moirama, sou filha de rei,
Má
fada me encantou e aqui fiquei
À
tua espera... quebra-me o encanto!